sexta-feira, setembro 25, 2009

Adultos

Dizem que quando as pessoas ficam adultas, elas se telefonam.

Dizem que quando elas se telefonam, mesmo que não gostem de telefone, é importante.

Dizem, então, que resta às crianças entender. E que não devem ficar emburradas. Ou, se quiserem, elas podem deixar de ser crianças e tentar telefonar para alguém também.

Tudo, questão de seguir a vida...

sábado, agosto 29, 2009

Hummer

Do you feel
Love is real?

quarta-feira, junho 24, 2009

I wanna do bad things with you




Beba meu sangue e viva para sempre, dizia Lestat, o vampiro.


Eu digo que to numa fase que beberia teu sangue, babie. E viveria para sempre. Espero que dê.


[Mas desculpa por chegar nos limites. Eu sou assim. Não tem o que fazer.]

segunda-feira, junho 22, 2009

Eu não consigo



Eu não consigo.


(Mas eu vou fazer o iêiêiê :)

segunda-feira, junho 01, 2009

Más más más por favor

Foto por Jan Saudek



Grande coisa
nossas desilusões e traumas temporários
Melhor do que pensar numa resposta pra tudo
É virar a bunda pra vida
E deixar ela te comer.






Hey amigos...
Adelante amigos...
Vamos vamos mi amor
Me gusta mucho tu sabor
No no no no tu corazón
Mucho mucho tu limón
Dame de tu fruta
Vamos mi amor...
Te quiero puta!
Te quiero puta!
Ay que rico

Ay que rico un, dos, tres
Sí te deseo otra vez
Pero no no no tu corazón
Más más más de tu limón
Querido
Dame de tu fruta
Dame de tu fruta
Vamos mi amor...
Te quiero puta!
Te quiero puta!
Ay que rico

Entre tus piernas voy a llorar
Feliz y triste voy a estar
Feliz y triste voy a estar

Más más más por favor,
Más más más sí sí señor
Más más más por favor,
Más más más sí sí señor
No me tengas miedo
No te voy a comer
Más más más por favor,
Más más más sí sí señor
Sí sí señor

Te quiero puta!
Te quiero puta!
Dámelo dámelo
Te quiero puta!

(Te quiero puta - Rammstein) 


quarta-feira, maio 27, 2009

cansada do tempo

os dias passam rápido demais
como é que eu vou escrever algo que preste
ler tudo o que eu tenho pra ler
e tudo o que eu queria ler
(re)aprender a dirigir
o carro e a própria vida
aprender de novo a jogar rpg on line que não seja o wow
aprender de novo a jogar
abstrair
aprender a tocar guitarra
conhecer coisas novas
tramar meu plano pra sair daqui
atualizar o lattes
dar notícias pra família
conversar coisas interessantes com você
viajar
'viajar'
conspirar para que os extraterrestres cheguem logo e façam alguma coisa interessante com a terra
vou ter mil anos
algum dia
e sequer virei vampiro
pra conseguir fazer tudo o que queria fazer e sei que não vou :(

domingo, maio 24, 2009

Com sentido


O amor é uma espécie de preconceito. A gente ama o que precisa, ama o que faz sentir bem, ama o que é conveniente. Como pode dizer que ama uma pessoa quando há dez mil outras no mundo que você amaria mais se conhecesse? Mas a gente nunca conhece.
Bukowski

quinta-feira, maio 14, 2009

Tudo sempre fica bem


Reza a minha lenda.

Dia da libertação dos escravos


Você que se sente escravo de algo, de alguém ou de algum estúpido pacto que tenha feito consigo mesmo, hoje, dia da libertação dos escravos, pode sentir-se liberto. É sempre assim. Sempre haverá a ficção da princesa Isabel pra te libertar.


O interessante é que isso faz você sentir alguma coisa. Não sentir nada ou ficar privado de liberdade é ruim, né? O pior é quando a própria liberdade te encarcera. Ou a crença nela.


Nessas horas, em que se sente aquela coisa no estômago que você costuma sentir com coisas boas, tipo se apaixonar (quando você sente aquela vontade de vomitar, de cagar, de gritar, de ficar muito quieto, tudo ao mesmo tempo - tipo ultraviolence contra você mesmo) o ruim é que você sente que sentir é dolorido. O bom é que você sente.


Nada como cinquenta cigarros seguidos nessa hora. Pena que sem vinho.


Vinho me lembra coisas boas. Mas não tô afim de fazer post sentimentalóide. Só desabafar um pouco a sensação humana estúpida. 

.

segunda-feira, maio 04, 2009

Eu posso fingir


" Eu gosto das estrelas. 
Elas são a ilusão da eternidade, acho. 

Quero dizer, elas estão sempre flamejando, apagando e indo embora. 

Mas daqui, 
eu posso fingir. 

Eu posso fingir que as coisas duram. 
Eu posso fingir que vidas duram mais do que simples momentos. 

Deuses vem, e deuses vão. Mortais cintilam, brilham e desvanescem. 
Os mundos não duram; e as estrelas e galáxias são transitórias, coisas passageiras que piscam como vagalumes e desaparecem em frio e pó. 

Mas, 

eu posso fingir." 
- Destruição, dos perpétuos. 
( Sandman, copiado pelo Raoni, quando ele leu, antes de eu ler, tempos atrás) 

terça-feira, abril 21, 2009

Nem é carnaval.

Mas é só para lembrar que eu ainda moro em Salvador :(

quarta-feira, março 18, 2009

Resposta

São estranhos os deuses quando respondem. Até desconfiada eu fico, pelo medo e tranquilidade que isso causa de um segundo para o outro. Mesmo tendo uma fé desecontrada, e achando estranho acreditar que eles têm tempo para me ouvir, eu não tenho palavras para agradecer. Não só hoje. Sempre. Mas especialmente hoje.

segunda-feira, março 16, 2009

Não é preciso da morte...



pra pensar sobre ela.

sábado, março 14, 2009

-

Eu sempre tenho vontade de pintar o cabelo, me disfarçar, pegar uma passagem e sumir pelo mundo quando essas coisas acontecem. Acho que é porque eu nunca acho que vão acontecer comigo. Acho que é porque tenho um medo terrível de sentir qualquer coisa e acabo sempre sentindo muito. Também tenho vontade de passar aí, te pegar e mostrar para você tanta coisa que você não viu ainda. Tem tanta coisa que eu queria que você fizesse e visse comigo, pela primeira vez e de novo.

Eu não acho normal quando Ela vem e faz suspense sobre levar quem a gente gosta pros seus braços. Mesmo que seja normal. Mesmo que seja a única coisa que todo mundo vai encontrar um dia. Mesmo que ela seja uma adolescente bonita e sacana, com olhos maquiados e vestida de preto. 

Eu pintei uma parte do meu cabelo e passei um creme anti-envelhecimento várias vezes no rosto. E passei esse mesmo creme nos peitos também, já que tudo envelhece junto com o rosto. Não vou conseguir passar aí para te pegar. Não hoje, pelo menos. Mas quero que você me espere para eu poder te mostrar algumas coisas. 

Vazio

segunda-feira, março 09, 2009

O inferno vai ter que esperar


Querida Karen, 
Se está lendo isso, significa que finalmente tive coragem de enviar, bom pra mim. Voce não me conhece muito bem, mas quando conhecer vai ver que tenho tendencia de falar e falar sobre como escrever é dificil pra mim. Mas isso, isso é a coisa mais dificil que já tive que escrever. Não tem jeito facil de falar isso, então vou só falar: Conheci alguém. Foi acidental, eu não estava à proucura, eu não estava à caça. Foi uma tempestade perfeita. Ela disse uma coisa, eu disse outra. Em seguida eu soube que queria passar o resto da minha vida naquela converssa. Agora tenho essa sensação no peito. Pode ser ela. Ela é totalemente louca, de um jeito que me faz sorrir altamente neurótica. Bastante manutenção necessária. É você, Karen. Essa é a boa notícia. A má é que não sei como ficar com você agora. E isso me assusta pra caralho. Porque se eu não ficar com voce agora, tenho a sensação de que vamos nos perder por ai. É um mundo grande, malvado, cheio de reviravoltas. E as pessoas tem um jeito de piscar e perder o momento. O momento que podia ter mudado tudo. Eu não sei oque está acontecendo com a gente, e não sei te dizer por que voce devia arriscar um salto no escuro pra gostar de mim, mas, porra, voce cheira bem, como um lar. E voce faz um café ótimo, isso deve contar pra algo, certo? Me liga. Infielmente seu, Hank Moody.

sexta-feira, dezembro 05, 2008

Shadow Gallery

Broken window broken dreams, nothing but a trail of tears
Oh my God my little lady, where have they taken you - I never heard you scream
Strange how pain etches patterns on your heart
Just like frost grows on the window pain
And cold's no elixir, the fractals well veiled
My eyes gone black, they've pierced my hands and sideI've searched high and I've searched low, damn the motive I don't know
Another child torn from her father, where have they taken you - I'm praying for your soul
Show your face, tell me why it must be herYou faceless evil shake me to my core
And what do you do? With faith and belief
When tragedy buries me, buries me, buries me aliveHold your hands up high, lift them toward the sky
When all I have - Is torn
Down down down, meet my pain tonight
Something wicked this way came, just ghosts and demons from my past
Are they trying to draw me out, vendictivly I'm recompensed - No shadow of a doubt
Hold your hands up high, lift them toward the skyWhen all I have - Is torn
Down down down, meet my pain tonight
Somewhere out there lies a girl, stolen by a broken world
Can't escape my frozen past, shattered like a rock through glassI'mTorn

Torn - Shadow Gallery

(banda das melhores que o Raoni me apresentou. Morreu o vocal esses dias. Descobri hj. Adoro essa música. Isso. Vozes boas também morrem.)

terça-feira, novembro 18, 2008

Can you feel the wind blow, closer day by day




Can you feel the wind blow, closer day by day

Blowing with a motion, for a brand new day

Demonchild, why have you been gone

Do you still miss, miss your family

Oh, I'll bet it hurts to loose so much

Can you feel the wind blow, closer day by day

Blowing with a motion, for a brand new day

Demonchild, what have you been throughI can still hear, hear you crying

So you better find a cure

Can you feel the wind blow, closer day by day

Blowing with a motion, for a brand new day




Little Demonchild - Beseech



Sou incompleta. Nessa incompletude que me desconforta me sinto só. Acho que deixei alguma parte que gostava em algum lugar que nunca mais encontrei. Não encontrarei mais nessa vida. Nem sei se foi nessa que deixei.

Nessa minha incompletude inquieta encontro outras coisas que acabam fazendo o efeito do vento aquele, que perdi em algum lugar. Tenho medo de perder essas coisas. Tenho medo de perder coisas porque fico com medo de ficar sem ar. Mas tenho medo de roubar todo o ar dessas coisas que encontro e me fazem bem. De sufocá-las. De que eu não tenha o mesmo efeito de um vento para elas.

Fico igual ao vampiro aquele, do banco da praça, que escrevi em um conto certa vez. Esperando o vento. Mas ele não tinha medo de sufocar. Porque já estava sufocado.

(Por que quero ser um vento e não me contento apenas em sentir um?)

domingo, novembro 09, 2008

Nem tente?


(Eu só quero dizer que estou me sentindo muito, muito, muito.... triste. Tenho certeza de que nunca estive tão triste na minha vida. Tô com a sensação de que sou descartável...de que não vou sair dessa... Tô com o coração vazio...tô com uma dor dentro de mim... um buraco vazio... e não me deram motivos... simplesmente fui colocada de lado... pq isso precisava ser feito... Eu só quero conseguir viver de novo... quero parar de chorar... não quero remédios... não quero conselhos... não quero ninguém... na verdade... eu queria uma explicação que não veio... uma verdade que eu não enxerguei... eu queria um caminho para seguir agora... )

Sentimento é coisa de imbecil, diz o gato adepto ao manual do mafioso, sua leitura de cabeceira. Sempre lê uma das ideologias do manual com intenção de aplicá-las no dia seguinte. Por vezes, consegue, por vezes, ignora que não consegue. Pq ele é um gato mafioso. Quando olha seu retrato em uma foto, vê um gato mafioso, obviamente. Todo mundo vê nele um gato mafioso. Quando se olha no espelho, vê uma coisa estranha, fica tentando pegar com sua pata aquilo que está no reflexo, que ele jura, não é ele. É curioso e adora brincar, quer tocar naquela criatura do espelho, que nada tem em comum com o gato mafioso, que ele é, obviamente. Ele vai passar o resto das suas sete vidas tentando tocar na criatura estranha do espelho. Ele não vai conseguir nunca. Vai bater com sua patinha no espelho duro. Vai, enfim, passar pelo espelho e ignorar aquele reflexo uma hora ou outra. Vai criar seu conceito de gato-reflexo e vai ler Coraline para imaginar que os espelhos guardam um outro mundo, que ele só vai conseguir tocar quando começar a acreditar. Mas ele não acredita porque o manual do mafioso o ensinou que sentimento é coisa de imbecil. E ele é um gato-mafioso.


Eu escrevi aquilo lá em cima faz muito tempo, no tempo da Angie. Nem faz tanto tempo assim no tempo do mundo. 
Quis colocar aqui hoje e falar um pouco sobre isso pq li em um outro blog um sentimento do gênero. Ler um sentimento é ótimo. Quem diria que conseguiríamos fazer isso algum dia? E, pior, torná-lo identificável e relacioná-lo a uma lembrança. Pensar um pouco no quanto por mais que tenhamos mudado, temos medo de sentir algo parecido de novo. Já tive dores maiores, depois. Não dores iguais. O fato de alguém me dizer que somos todos substituíveis me perturba. No momento acima eu senti que somos substituíveis, mas ouvir isso de alguém que sequer já tenha experimentado essa sensação de substituição é estranho. Acho que, do jeito que sou, vou pensar eternamente nessa coisa de ser substituível e não concordar. No fundo, também não consigo saber se aquilo que vejo no espelho sou eu mesma. Por isso, passo horas olhando.
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Essa noite me sinto envenenado, mijado, usado, gasto até o osso. Acho que a multidão, aquela multidão, a humanidade, que sempre foi difícil pra mim, aquela multidão está ganhando afinal. Acho que o grande problema é que tudo é uma performance repetida pra eles. Não há novidade neles. Nem mesmo o menor dos milagres. Apenas se arrastam sobre mim. Se, um dia, eu pudesse ver UMA pessoa fazendo ou dizendo algo incomum me ajudaria a seguir em frente. Mas são rançosos, bolorentos. Não há emoção. Olhos, ouvidos, vozes, seios, pernas, mas... nada. Congelam-se dentro de si mesmos e se enganam fingindo que estão vivos. 
E o terrível não é a morte, mas as vidas, que as pessoas levam ou não levam até sua morte. Não reverenciam as próprias vidas, mijam em suas vidas. As pessoas as cagam. Idiotas fodidos. Concentram-se demais em foder, cinema, dinheiro, família, foder. Suas mentes estão entopidas de algodão. Engolem Deus sem pensar, engolem o país sem pensar. Acabam deixando que os outros pensem por elas. Suas mentes estão entopidas de bosta. São feios, falam feio, caminham feio. Toque pra elas a maior música de todos os tempos e elas não conseguem ouvila. A maioria das mortes das pessoas é uma empulhação. Não sobra nada pra morrer.

(Bukowski - trecho copiado do fórum do orkut do velho safado)

quarta-feira, outubro 22, 2008

Encontrei o conforto que procurava, embora não da maneira que imaginei





Aquilo que vc mais teme
Poderia te encontrar no meio do caminho
Aquilo que vc mais teme
Poderia te encontrar no meio do caminho...


Eu temo a minha curiosidade.
E a minha distração.
Nâo adianta que me digam para eu me cuidar. Isso soa comum quase sempre.
Tenho medo da minha infância (tenho saudade dela)
Da minha louca adolescência.
Tenho medo de tudo o que pode me acontecer se não abandoná-las nunca.
Tenho medo de ter medo da louca a vida inteira.
De gostar de descobrir os pecados dos outros. E de me sentir mal por isso (me aproveitando deles)
Quem era a louca (maria) que me dava tanto medo quando eu era pequena?
Por quê nunca me deixa em paz?
(ao mesmo tempo que os seus pecados me ofendem e não me deixam eu paz, eu horrivelmente gosto deles)


(não era bem isso que eu queria escrever. mas já serviu para me deixar em paz :)




- Onde é que a encontrou?
- O quer foi que disse?
-Eu disse: o tempo até que melhorou.
- Parece.
- Quem é a menina?
- Minha filha.
- Juro que você mente.
- O que foi que disse?
- Eu disse: julho foi muito quente. Onde está a mãe dela?
- Morta.
- Ah, sim. Sinto muito. Aliás, por que vocês dois não almoçam comigo amanhã? Essa gente horrível já vai ter ido embora.
- Nós também já teremos ido embora. Boa noite.
- Desculpe. Bebi demais. Boa noite. Essa sua filhinha precisa de uma boa noite de sono. O sono é uma rosa, como dizem os persas. Quer um cigarro?
- Agora não.

(Lolita – Vladimir Nabokov)