Broken window broken dreams, nothing but a trail of tears
Oh my God my little lady, where have they taken you - I never heard you scream
Strange how pain etches patterns on your heart
Just like frost grows on the window pain
And cold's no elixir, the fractals well veiled
My eyes gone black, they've pierced my hands and sideI've searched high and I've searched low, damn the motive I don't know
Another child torn from her father, where have they taken you - I'm praying for your soul
Show your face, tell me why it must be herYou faceless evil shake me to my core
And what do you do? With faith and belief
When tragedy buries me, buries me, buries me aliveHold your hands up high, lift them toward the sky
When all I have - Is torn
Down down down, meet my pain tonight
Something wicked this way came, just ghosts and demons from my past
Are they trying to draw me out, vendictivly I'm recompensed - No shadow of a doubt
Hold your hands up high, lift them toward the skyWhen all I have - Is torn
Down down down, meet my pain tonight
Somewhere out there lies a girl, stolen by a broken world
Can't escape my frozen past, shattered like a rock through glassI'mTorn
Torn - Shadow Gallery
(banda das melhores que o Raoni me apresentou. Morreu o vocal esses dias. Descobri hj. Adoro essa música. Isso. Vozes boas também morrem.)
sexta-feira, dezembro 05, 2008
terça-feira, novembro 18, 2008
Can you feel the wind blow, closer day by day
Can you feel the wind blow, closer day by day
Blowing with a motion, for a brand new day
Demonchild, why have you been gone
Do you still miss, miss your family
Oh, I'll bet it hurts to loose so much
Can you feel the wind blow, closer day by day
Blowing with a motion, for a brand new day
Demonchild, what have you been throughI can still hear, hear you crying
So you better find a cure
Can you feel the wind blow, closer day by day
Blowing with a motion, for a brand new day
Little Demonchild - Beseech
Sou incompleta. Nessa incompletude que me desconforta me sinto só. Acho que deixei alguma parte que gostava em algum lugar que nunca mais encontrei. Não encontrarei mais nessa vida. Nem sei se foi nessa que deixei.
Nessa minha incompletude inquieta encontro outras coisas que acabam fazendo o efeito do vento aquele, que perdi em algum lugar. Tenho medo de perder essas coisas. Tenho medo de perder coisas porque fico com medo de ficar sem ar. Mas tenho medo de roubar todo o ar dessas coisas que encontro e me fazem bem. De sufocá-las. De que eu não tenha o mesmo efeito de um vento para elas.
Fico igual ao vampiro aquele, do banco da praça, que escrevi em um conto certa vez. Esperando o vento. Mas ele não tinha medo de sufocar. Porque já estava sufocado.
(Por que quero ser um vento e não me contento apenas em sentir um?)
domingo, novembro 09, 2008
Nem tente?

(Eu só quero dizer que estou me sentindo muito, muito, muito.... triste. Tenho certeza de que nunca estive tão triste na minha vida. Tô com a sensação de que sou descartável...de que não vou sair dessa... Tô com o coração vazio...tô com uma dor dentro de mim... um buraco vazio... e não me deram motivos... simplesmente fui colocada de lado... pq isso precisava ser feito... Eu só quero conseguir viver de novo... quero parar de chorar... não quero remédios... não quero conselhos... não quero ninguém... na verdade... eu queria uma explicação que não veio... uma verdade que eu não enxerguei... eu queria um caminho para seguir agora... )
Sentimento é coisa de imbecil, diz o gato adepto ao manual do mafioso, sua leitura de cabeceira. Sempre lê uma das ideologias do manual com intenção de aplicá-las no dia seguinte. Por vezes, consegue, por vezes, ignora que não consegue. Pq ele é um gato mafioso. Quando olha seu retrato em uma foto, vê um gato mafioso, obviamente. Todo mundo vê nele um gato mafioso. Quando se olha no espelho, vê uma coisa estranha, fica tentando pegar com sua pata aquilo que está no reflexo, que ele jura, não é ele. É curioso e adora brincar, quer tocar naquela criatura do espelho, que nada tem em comum com o gato mafioso, que ele é, obviamente. Ele vai passar o resto das suas sete vidas tentando tocar na criatura estranha do espelho. Ele não vai conseguir nunca. Vai bater com sua patinha no espelho duro. Vai, enfim, passar pelo espelho e ignorar aquele reflexo uma hora ou outra. Vai criar seu conceito de gato-reflexo e vai ler Coraline para imaginar que os espelhos guardam um outro mundo, que ele só vai conseguir tocar quando começar a acreditar. Mas ele não acredita porque o manual do mafioso o ensinou que sentimento é coisa de imbecil. E ele é um gato-mafioso.
Eu escrevi aquilo lá em cima faz muito tempo, no tempo da Angie. Nem faz tanto tempo assim no tempo do mundo.
Quis colocar aqui hoje e falar um pouco sobre isso pq li em um outro blog um sentimento do gênero. Ler um sentimento é ótimo. Quem diria que conseguiríamos fazer isso algum dia? E, pior, torná-lo identificável e relacioná-lo a uma lembrança. Pensar um pouco no quanto por mais que tenhamos mudado, temos medo de sentir algo parecido de novo. Já tive dores maiores, depois. Não dores iguais. O fato de alguém me dizer que somos todos substituíveis me perturba. No momento acima eu senti que somos substituíveis, mas ouvir isso de alguém que sequer já tenha experimentado essa sensação de substituição é estranho. Acho que, do jeito que sou, vou pensar eternamente nessa coisa de ser substituível e não concordar. No fundo, também não consigo saber se aquilo que vejo no espelho sou eu mesma. Por isso, passo horas olhando.
Quis colocar aqui hoje e falar um pouco sobre isso pq li em um outro blog um sentimento do gênero. Ler um sentimento é ótimo. Quem diria que conseguiríamos fazer isso algum dia? E, pior, torná-lo identificável e relacioná-lo a uma lembrança. Pensar um pouco no quanto por mais que tenhamos mudado, temos medo de sentir algo parecido de novo. Já tive dores maiores, depois. Não dores iguais. O fato de alguém me dizer que somos todos substituíveis me perturba. No momento acima eu senti que somos substituíveis, mas ouvir isso de alguém que sequer já tenha experimentado essa sensação de substituição é estranho. Acho que, do jeito que sou, vou pensar eternamente nessa coisa de ser substituível e não concordar. No fundo, também não consigo saber se aquilo que vejo no espelho sou eu mesma. Por isso, passo horas olhando.
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Essa noite me sinto envenenado, mijado, usado, gasto até o osso. Acho que a multidão, aquela multidão, a humanidade, que sempre foi difícil pra mim, aquela multidão está ganhando afinal. Acho que o grande problema é que tudo é uma performance repetida pra eles. Não há novidade neles. Nem mesmo o menor dos milagres. Apenas se arrastam sobre mim. Se, um dia, eu pudesse ver UMA pessoa fazendo ou dizendo algo incomum me ajudaria a seguir em frente. Mas são rançosos, bolorentos. Não há emoção. Olhos, ouvidos, vozes, seios, pernas, mas... nada. Congelam-se dentro de si mesmos e se enganam fingindo que estão vivos.
E o terrível não é a morte, mas as vidas, que as pessoas levam ou não levam até sua morte. Não reverenciam as próprias vidas, mijam em suas vidas. As pessoas as cagam. Idiotas fodidos. Concentram-se demais em foder, cinema, dinheiro, família, foder. Suas mentes estão entopidas de algodão. Engolem Deus sem pensar, engolem o país sem pensar. Acabam deixando que os outros pensem por elas. Suas mentes estão entopidas de bosta. São feios, falam feio, caminham feio. Toque pra elas a maior música de todos os tempos e elas não conseguem ouvila. A maioria das mortes das pessoas é uma empulhação. Não sobra nada pra morrer.
(Bukowski - trecho copiado do fórum do orkut do velho safado)
quarta-feira, outubro 22, 2008
Encontrei o conforto que procurava, embora não da maneira que imaginei

Aquilo que vc mais teme
Poderia te encontrar no meio do caminho
Aquilo que vc mais teme
Poderia te encontrar no meio do caminho...
Eu temo a minha curiosidade.
E a minha distração.
Nâo adianta que me digam para eu me cuidar. Isso soa comum quase sempre.
Tenho medo da minha infância (tenho saudade dela)
Da minha louca adolescência.
Tenho medo de tudo o que pode me acontecer se não abandoná-las nunca.
Tenho medo de ter medo da louca a vida inteira.
De gostar de descobrir os pecados dos outros. E de me sentir mal por isso (me aproveitando deles)
Quem era a louca (maria) que me dava tanto medo quando eu era pequena?
Por quê nunca me deixa em paz?
(ao mesmo tempo que os seus pecados me ofendem e não me deixam eu paz, eu horrivelmente gosto deles)
(não era bem isso que eu queria escrever. mas já serviu para me deixar em paz :)
- Onde é que a encontrou?
- O quer foi que disse?
-Eu disse: o tempo até que melhorou.
- Parece.
- Quem é a menina?
- Minha filha.
- Juro que você mente.
- O que foi que disse?
- Eu disse: julho foi muito quente. Onde está a mãe dela?
- Morta.
- Ah, sim. Sinto muito. Aliás, por que vocês dois não almoçam comigo amanhã? Essa gente horrível já vai ter ido embora.
- Nós também já teremos ido embora. Boa noite.
- Desculpe. Bebi demais. Boa noite. Essa sua filhinha precisa de uma boa noite de sono. O sono é uma rosa, como dizem os persas. Quer um cigarro?
- Agora não.
(Lolita – Vladimir Nabokov)
quinta-feira, outubro 09, 2008
sábado, outubro 04, 2008
Lástima (por smashing p.)
You're gonna walk on home You're gonna walk alone You're gonna see this through Don't let 'em get to you Sh-sh-sh-sh-sh-shame Sh-sh-sh-sh-sh-shame Sh-sh-sh-sh-sh-shame Love is good and love is kind Love is drunk and love is blind Love is good and love is mine Love is drunk all the time Sh-sh-sh-sh-sh-shame Sh-sh-sh-sh-sh-shame Sh-sh-sh-sh-sh-shame Sh-sh-sh-sh-sh-shame You're gonna walk on home You're gonna walk alone You're gonna walk so far You're gonna wonder who you are Sh-sh-sh-sh-sh-shame Sh-sh-sh-sh-sh-shame Sh-sh-sh-sh-sh-shame Sh-sh-sh-sh-sh-shame Shame Shame Love is good and love is kind Love is good and love is blind Love is good and love is mine Love is good all the time Hello, goodbye, you know you made us cry Hello, goodbye, you know you made us cry
O amor é bom e o amor é generoso.
(o amor é bom e o amor é doloroso)
O amor é bom e o amor é cego.
(o amor é bom e amor é ficção)
O amor é bom e é algo meu.
(o amor é egoísta e doce)
Vou caminhar para casa (casa?)
Vou caminhar sozinha (sempre estamos sozinhos?)
Vou caminhar para longe (tão longe...)
Eu quero saber quem eu sou? (você quer?)
Oi e adeus :)
sábado, setembro 20, 2008
quero ser quando crescer

além dos gatos
quero ter amizade com ursos pandas
quero comer broto de bambu
e escrever livros
morar na montanha
e quando der vontade descer dela
dar de cara com o mar que vai estar embaixo
entender de computadores
e ter uma coleção deles
ser (muito mais) criativa
e quem sabe usar óculos de grau
com aros pretos
andar só de camiseta
e quando sair de noite usar corset
fazer tudo com música
inclusive meu trabalho
que não pode ser trabalhoso
e deve me dar prazer
prazer
devorá-lo
como finjo devorar
a minha vida
quero pegar todo o lixo
que não me deixa dormir
e conseguir fazê-lo descansar
em algum lugar que não perturbe
nem a mim
nem a ele próprio
viajar para outras galáxias
e não pensar porque eu devo ou não ser de qualquer jeito
porque a gente cresce
e fica um pedaço
o maior pedaço
sempre criança
e bobo
e perdido no tempo
pedindo para que na nossa maldade
consigamos alguma atenção para ele
[e muito mais coisas...]
Ps: Na imagem, Neil Gaiman. Praticamente quem eu queria ser :)
domingo, agosto 31, 2008
Primavera
__THISRES__49510.jpg)
Havia um tempo em que os homens eram como que crianças na terra, não sabiam o que era o sol, se espantavam com o vento, com a chuva, com as plantas que nasciam do terra, com as enormes árvores dos bosques, com as flores, com as mudanças do tempo que fazia o vento se esfriar, as as folhas da árvores caírem, as plantas secarem, e até o sol diminuir seu calor, tudo que viam era estranho aos seus olhos, nao sabiam o porquê de nada que acontecia junto deles na terra, e estavam sempre espantados com todos os acontecimentos e com todos os seres que povoavam a terra. Mas uma noite, um velho muito sábio teve um sonho, estava diante de uma montanha enorme, cheia de luz, quando uma voz feito trovão ressoou do cume da montanha, fazendo com que o céu inteiro se entrecortasse de raios e relâmpagos, o velho então caiu de joelhos, e colocando a cabeça sobre o chão, começou a ver imagens de todas as coisas que os homens achavam estranhas na terra. Cada imagem lhe revelava como era de verdade e de onde vinha para a terra. Logo que acordou, o velho sentiu medo, mas umas vozes suaves, como vozes alegres de moças, lhe animavam e lhe traziam à memória todo o acontecimento de seu sonho. A partir de então saía pelos lugares cantando em alta voz todas as coisas que as moças invisíveis lhe falavam, e todas as visões de seu sonho eram narradas continuamente a todo o povo. Surgiu a partir de então o sentido para todas coisas do mundo, as pessoas souberam então que habitavam uma terra formada por deuses, os quais revelaram ao velho sábio todos os mistérios que envolviam a terra e tudo que nela acontecia, e para que o velho não esquecesse o sonho, ordenou o deus maior que a voz de suas sete filhas mais sábias, filhas geradas de sua "Memória", estivessem sempre presentes na memória do velho. Assim nasceu a poesia, e esta é que produziu o sentido do mundo para aqule povo, e chamaram o velho sábio de poeta cantor, pois este cantava e lhes revelava todos os mistérios do mundo que habitavam. A partir de então, havia uma história para explicar todas as coisas que aconteciam na terra. O sol era filho do deus mais poderoso, e sabia todas as coisas da terra e dos outros deuses, e as coisas que aconteciam na terra era resultado da vontade de muitos deuses. Diziam que havia uma deusa, chamada Deméter, que significa "mãe da fertilidade", esta era muito boa e dava a vida para as plantas, e as fazia crescer, pedia ao sol que aumentasse seu calor e trazia então a chuva sobre as terra, e tudo sobre a terra reverdecia e nascia e crescia, os homens se alegravam e faziam festas pelas colheitas fartas. Tal deusa tinha uma filha pequena, chamada Perséfone, era esta uma mocinha muito bela e alegre, que vivia a correr pelos jardins e a colher flores, a qual era muito amada por Deméter. Um dia um certo deus, chamado Hades, que era rei de um reino escuro debaixo da terra, que os homens chamavam de reino dos mortos, resolveu abrir a superfície da terra para espionar os homens vivos, e deu de cara com a princesinha Perséfone, sem pensar duas vezes, Hades raptou a bela mocinha, Perséfone, e levou-a para seu reino subterrâneo. Deméter ficou muito triste com o sumiço da filha, pois ninguém sabia contar-lhe o que se passara com ela, apenas alertada por um grito da filha, Deméter ainda correu à sua procura, gritando o seu nome pelos campos. Desesperada, percorreu o mundo inteiro, com uma tocha acesa em cada mão e um fio de lágrimas em cada olhar. Na sua busca encontrou Hécate numa encruzilhada, que ouvira Perséfone gritar mas não vira quem a levara; o sol, porém, que tudo via, revelou a identidade do raptor...Depois de nove dias e nove noites, desiludida e cheia de dor, Deméter envelheceu como se muitos anos se tivessem passado e a felicidade fosse agora um sonho longínquo: a sua beleza desfez-se, a sua alma ressecou-se de desgosto, a pele murchou, o olhar escureceu-se. Tornou-se estéril e a vegetação sob seu domínio respondeu da mesma maneira, tornando a terra infértil e árida, trazendo a fome e a desolação aos homens, que nao mais faziam festas.Parecia que toda a humanidade ia morrer, e até os deuses se viram privados dos sacrifícios e oferendas que estavam habituados a receber dos homens depois da revelação ao velho sábio da terra.Então disse Deméter ao deus mais poderoso entre os deuses: se a minha filha não voltar para mim, a terra permanecerá como a minha própria existência: vazia e seca como um deserto! Perturbada a ordem natural, Zeus teve de intervir junto de Hades, pedindo-lhe que libertasse Perséfone e aplacasse assim a dor daquela mãe. No entanto, Perséfone, perdera já a inocência de menina e a possibilidade de retornar à sua existência anterior. Vivia agora com Hades e já havia se alimentado dos frutos do mundo subterrâneo, o que a ligava para sempre àquele triste lugar.Zeus deliberou e proferiu então a sua sentença: durante nove meses de cada ano, Perséfone viveria com sua mãe, mas nos três restantes devia voltar para Hades e governar enquanto rainha do mundo subterrâneo.Quando Perséfone regressou à superfície e abraçou a mãe, ressurgiu o tempo da abundância. Os dias voltaram a ser feitos de sorrisos, alegrias e luz. Os dias ganhavam às noites. As árvores floriam, davam frutos que amadureciam e os homens colhiam o seu sustento. A terra era fértil e generosa.Mas quando Perséfone desceu novamente às entranhas da terra, as flores murcharam e desapareceram, as árvores perderam as suas folhas, a terra ficou despida, fria, desolada. Ao cantar dos pássaros sucedeu o silêncio. Só o céu zangado massacrava a terra com chuvas e raios. Apática, Deméter enrolava-se triste no seu manto, não deixando sair nada do seu poder divino a favor do Mundo. Assim aconteceu o primeiro Inverno.Todos os anos, nos três meses de ausência de Perséfone, sua mãe e a terra vestiam-se de luto. Mas quando a jovem regressava, as flores começavam a florir sob o chão que ela pisava, as folhas desabrochavam e os pássaros voavam em redor da sua cabeça. Perséfone trazia consigo a Primavera.E só quando terminavam as colheitas e Hades chamava, Perséfone descia ao reino das sombras, deixando atrás de si o Inverno.
Josias Arantes
Josias Arantes
(Meu mito preferido escrito por um colega da Pós)
segunda-feira, julho 21, 2008
Você é um acidente esperando acontecer
quinta-feira, julho 17, 2008
Imitação Da Vida

era a imitação da vida com paredes falsas
o coração batendo preso na tomada
mas um dia a casa cai
já caiu a fase
um dia o resto vai
depois de traçar o seu plano e tentar ser humano
só esqueceu de como sair do personagem
mais um dia a casa cai
e fica exposto o homemque nesse dia vai
vai voltar a viver
e o coração bate outra vez
bate outra vez
era e explicação da vida de quem vê de fora
conhece tudo olhando o mundo da janela
mas um dia a casa cai
se alguém forçar a porta
acho que o resto vai
vai voltar a vivere o coração bate outra vez
bate outra vezmas um dia a casa cai
já caiu a faseagora o resto vai
vai voltar a viver
e o coração bate outra vez
bate outra vez
(Tom Bloch)
sexta-feira, junho 27, 2008
sexta-feira, junho 20, 2008
Abismo

Sobre o abismo de viver:
Não quero lhe falar sobre meus pensamentos caóticos que nunca param.
Quero contar uma coisa que não é alegre nem triste:a vida, sempre ela, não é exatamente um abismo. Viver é. Ao modo como se vive, é sim.Mas não importa o quanto o viver entedie e faça você pensar sobre o que está fazendo aqui exatemente.
Você não precisa encontrar a razão, nem buscar razões. Os sentimentos que vão surgindo sobre a vida, um segundo após o outro, é tudo o que importa. Suas concepções sobre o porquê precisa continuar fazendo o que faz ou porque não precisa, sobre o esperar, sobre o encontrar, nada vai fazer a sua vida parar. Então seja o seu abismo. Ou mesmo um abismo alheio. Isso é tudo o que resta para você, que precisa aprender a ver pequenas alegrias no tédio. Dependendo de como você olhar para o abismo, para o tédio que é o abismo, você pode ver as estrelinhas. Aquelas, pequenas estrelas que vão fazer você seguir em frente de um jeito melhor. E assim você não perde o compasso, mesmo estando no abismo. Ele continuará caótico, continuará existindo. E tudo ao seu redor também. Mas ele pode ser uma história. Como se o abismo fosse o nome de um livro ou de um filme que acaba sendo a sua vida. Aonde você nunca perde ou ganha porque não dá. Mas você também não desiste. Por causa das estrelinhas :)
quarta-feira, junho 04, 2008
Come, kiss my hand, angel

Existem coisas piores que a vida que você escolhe levar. Provavelmente aquela que você não escolhe levar e acaba te levando. Mas aí você não teve opção. Como nascer, por exemplo. Você não teve opção, tiraram você de lá brutalmente e te jogaram na vida. Você pode escolher seu mau. Você pode escolher ser impenetrável. Você pode escolher nunca esconder nada. Você também pode escolher ser bom, do tipo que não se importa com a dor. Você pode escolher esconder sempre (mesmo sem esconder-se).
As coisas piores que a vida que você escolhe levar não são importantes nunca, porque você não escolheu estas. Para as coisas melhores (aquilo que você já foi, aquilo que você quer ser, aquilo que você diz ser ou que sabe que é em algum lugar, mas não encontra) você não encontra espaço porque acabou aqui (talvez um pequeno espaço, por breves momentos, que de tão breves se tornam sonhos ridículos dos quais você tem ódio ao acordar). E o aqui foi apenas resultado dessas suas não-escolhas ou escolhas inconseqüentes feitas em razão de sentimentos racionais e/ou reais. E a realidade importa para você. Porque você é racional quase sempre. Mas você está sempre se questionando o porquê de ter vindo parar aqui, na realidade. Porque você não enxerga as opções que tinha. Ou ignorou todas elas de uma forma que parecia fazer sentido para a sua distância daquilo que se chama sonho.
Aprende-se desta forma. É uma forma ingrata de aprender, tudo bem. E aprende-se não sei o que exatamente. Mas preenche-se. Preenche-se de certa forma. Porque você está sempre vazio, procurando por respostas que você sempre procurou. E encontrou algumas em alguns pontos mágicos e infinitos do universo ir(real). E fica triste de saber que quando esses pontos não estão brilhando a sua vida parece não ter sentido nenhum. Mas você escolheu ser impenetrável e sincero. Então continua na mediocridade apenas para poder reclamar dela. Porque talvez você aprenda com essa mediocridade. Ou ela te preencha de uma maneira que você não consegue perceber. Porque essa mediocridade é você, filho do mundo do qual você não queria fazer parte.
Trazendo algumas pessoas para o seu mundo e mesmo não se revelando por completo para elas em razão de suas normalidades e talvez humanidades estúpidas você parece que preenche alguma parte do vazio de ser quem é. Talvez nesse seu entender não-humano ela possam estar se alimentando de algo bom, que é a percepção de que tudo o que as cerca não deveria ser como é. E que para elas talvez exita uma opção, porque elas podem escolher entre o antes e o depois. Mas é essa a sua contribuição. Somente para elas, para você não. Como uma espécie de arma sua contra a vida. Não a que escolheu, mas a que te escolheu.
Haverá em algum momento algum sentido? Algum sentido mágico sem fazer parte da confusão? Existirá em algum momento uma luta de espadas em campo aberto?
Não existe (não existirá) sentido no agora se a luta de espadas em algum momento não se travar. Não aquela que já aconteceu em outro tempo. Outra. Aquela do tipo que você não escolhe.
(inacredivelmente a dor parece uma boa opção nesse barco. que seja esta a imagem exatemente agora)
domingo, maio 04, 2008
segunda-feira, março 17, 2008
Sobre o presente, o passado e o futuro

E se este presente fosse a última noite do mundo?
(John Donne. Preces sob Ocasiões inesperadas)
___________
O tempo imaginário é indistinguível das direções no espaço. Se se pode ir para o norte,
pode-se virar e tomar o rumo sul; da mesma forma, se se pode ir para a frente no tempo
imaginário, deve-se poder virar e ir para trás. Isto significa que não pode haver diferença
importante entre as direções para a frente e para trás do tempo imaginário. Por outro lado,
quando se olha para o tempo "real", há uma diferença muito grande entre as direções para a
frente e para trás, como todos sabemos. De onde vem esta diferença entre o passado e o futuro?
Por que lembramos o passado e não o futuro?
(Stephen W. Hawking, Uma Breve História do Tempo)
....
Saudade de escrever. Mas estou muito caótica para isso agora. O presente sempre é uma maldita complexidade. Eu fico sufocada com tanta pensamento junto. Parece blog adolescente. Foda-se. Vou ver se continuo a história das gatas-humanas ainda esse ano.
.
(Acima, trechos achados por outros. Do livro do Giddens. To de novo travada nos agitos das teorias da modernidade. Aff!)
quarta-feira, janeiro 23, 2008
O por do sol do guaíba e as quase bundas da cá e do gui
Uma exceção à realidade do meu (ha ha ha) livro que vou continuar aqui, mesmo que com espaços pra poemas velhos e besteiras novas.Vou tentar fazer com que todos escrevam aqui. São pessoas que estão se encontrando depois de 1 ano. Psicólogos, que engraçado^^
Bá: Nhaa, quero ir pra casa.
Cá:Vamos ver o pôr-do-sol.
Dani:Eu falei que não era uma quadra!
Gui: Por que atravessamos a rua?
Talita: Isso, façam isso pra eu não sentir saudade de vocês.
Rao: Um homem - eu ou a Ange?
(by gui - o único que escreveu, lol)
Bá: Nhá
Cá: Calma, todos terão a vez de dizer suas bobagens
Dani: Pela lógica, as galinhas não chegam até a rua
Gui: Você está supondo que as galinhas não dispõem de livre arbítrio
Talita: Deixa eu ver as narinas
Rao: Primeiro eu tirei uma foto da narina da Bá, depois eu tirei uma foto da narina da Talita
(by Cá - pela lógica, não é única)
segunda-feira, dezembro 24, 2007
domingo, novembro 25, 2007
Continuação

E elas foram para o norte. Encontrar aqueles que consideravam amigos. Mas elas eram gatos? Ou humanas? Na verdade as personagens dessa história são gatos que podem se transformar em humanos. Quando quiserem, não. Só às vezes. Na maioria da história são gatos. Humanas de vez em quando. Quando precisam. Não são poucas vezes. Essas que precisam. Agora encontraram novamente aquele humano que não se tramsforma em gato. É só humano. Mas tem poderes. E elas gostam (e têm medo, um pouco) desses poderes. Mas estão de posse da "maximator" no momento. Nada parece dar medo. Embora tenham. E muito.
sexta-feira, novembro 16, 2007
Sobre o morrer
terça-feira, novembro 06, 2007
Aquelas duas - parte II

E as duas andaram, andaram, andaram. Até suas tripas diziam '- Pare. Nós não aguentamos mais. Se andarem mais um pouquinho nós mostraremos quem somos. Não temos medo de gatos.' Parecia não ter fim o caminho para casa. Mas era o efeito. Até que encontraram o jantar. O menino. O jantar. Que parecia também não ter fim. Era o efeito. Era o menino. Era o jantar.
(Créditos pela imagem: http://malach.deviantart.com/art/Prima-Nocte-press-photo-64170931)
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