segunda-feira, julho 21, 2008

Você é um acidente esperando acontecer


Don't turn around, don't turn around again.Don't turn around your gypsy heart.Don't turn around, don't turn around again.Don't turn around, and don't look back.Come on now love, don't you look back.
(nem gosto dessa banda.mas como posso amar tanto essa música? :)

quinta-feira, julho 17, 2008

Imitação Da Vida





era a imitação da vida com paredes falsas
o coração batendo preso na tomada
mas um dia a casa cai
já caiu a fase
um dia o resto vai
depois de traçar o seu plano e tentar ser humano
só esqueceu de como sair do personagem
mais um dia a casa cai
e fica exposto o homemque nesse dia vai
vai voltar a viver
e o coração bate outra vez
bate outra vez
era e explicação da vida de quem vê de fora
conhece tudo olhando o mundo da janela
mas um dia a casa cai
se alguém forçar a porta
acho que o resto vai
vai voltar a vivere o coração bate outra vez
bate outra vezmas um dia a casa cai
já caiu a faseagora o resto vai
vai voltar a viver
e o coração bate outra vez
bate outra vez

(Tom Bloch)

sexta-feira, junho 27, 2008

Junho - continuação do tal livro

E descobriram elas que o inverno chegara. E chovia aqui; e chovia lá. E aquelas criaturas iriam descer. Não tinham muito medo do que iriam encontrar. Tinham medo do que as esperava quando voltassem.

sexta-feira, junho 20, 2008

Abismo


Sobre o abismo de viver:


Não quero lhe falar sobre meus pensamentos caóticos que nunca param.
Quero contar uma coisa que não é alegre nem triste:a vida, sempre ela, não é exatamente um abismo. Viver é. Ao modo como se vive, é sim.Mas não importa o quanto o viver entedie e faça você pensar sobre o que está fazendo aqui exatemente.
Você não precisa encontrar a razão, nem buscar razões. Os sentimentos que vão surgindo sobre a vida, um segundo após o outro, é tudo o que importa. Suas concepções sobre o porquê precisa continuar fazendo o que faz ou porque não precisa, sobre o esperar, sobre o encontrar, nada vai fazer a sua vida parar. Então seja o seu abismo. Ou mesmo um abismo alheio. Isso é tudo o que resta para você, que precisa aprender a ver pequenas alegrias no tédio. Dependendo de como você olhar para o abismo, para o tédio que é o abismo, você pode ver as estrelinhas. Aquelas, pequenas estrelas que vão fazer você seguir em frente de um jeito melhor. E assim você não perde o compasso, mesmo estando no abismo. Ele continuará caótico, continuará existindo. E tudo ao seu redor também. Mas ele pode ser uma história. Como se o abismo fosse o nome de um livro ou de um filme que acaba sendo a sua vida. Aonde você nunca perde ou ganha porque não dá. Mas você também não desiste. Por causa das estrelinhas :)

quarta-feira, junho 04, 2008

Come, kiss my hand, angel



Existem coisas piores que a vida que você escolhe levar. Provavelmente aquela que você não escolhe levar e acaba te levando. Mas aí você não teve opção. Como nascer, por exemplo. Você não teve opção, tiraram você de lá brutalmente e te jogaram na vida. Você pode escolher seu mau. Você pode escolher ser impenetrável. Você pode escolher nunca esconder nada. Você também pode escolher ser bom, do tipo que não se importa com a dor. Você pode escolher esconder sempre (mesmo sem esconder-se).


As coisas piores que a vida que você escolhe levar não são importantes nunca, porque você não escolheu estas. Para as coisas melhores (aquilo que você já foi, aquilo que você quer ser, aquilo que você diz ser ou que sabe que é em algum lugar, mas não encontra) você não encontra espaço porque acabou aqui (talvez um pequeno espaço, por breves momentos, que de tão breves se tornam sonhos ridículos dos quais você tem ódio ao acordar). E o aqui foi apenas resultado dessas suas não-escolhas ou escolhas inconseqüentes feitas em razão de sentimentos racionais e/ou reais. E a realidade importa para você. Porque você é racional quase sempre. Mas você está sempre se questionando o porquê de ter vindo parar aqui, na realidade. Porque você não enxerga as opções que tinha. Ou ignorou todas elas de uma forma que parecia fazer sentido para a sua distância daquilo que se chama sonho.


Aprende-se desta forma. É uma forma ingrata de aprender, tudo bem. E aprende-se não sei o que exatamente. Mas preenche-se. Preenche-se de certa forma. Porque você está sempre vazio, procurando por respostas que você sempre procurou. E encontrou algumas em alguns pontos mágicos e infinitos do universo ir(real). E fica triste de saber que quando esses pontos não estão brilhando a sua vida parece não ter sentido nenhum. Mas você escolheu ser impenetrável e sincero. Então continua na mediocridade apenas para poder reclamar dela. Porque talvez você aprenda com essa mediocridade. Ou ela te preencha de uma maneira que você não consegue perceber. Porque essa mediocridade é você, filho do mundo do qual você não queria fazer parte.


Trazendo algumas pessoas para o seu mundo e mesmo não se revelando por completo para elas em razão de suas normalidades e talvez humanidades estúpidas você parece que preenche alguma parte do vazio de ser quem é. Talvez nesse seu entender não-humano ela possam estar se alimentando de algo bom, que é a percepção de que tudo o que as cerca não deveria ser como é. E que para elas talvez exita uma opção, porque elas podem escolher entre o antes e o depois. Mas é essa a sua contribuição. Somente para elas, para você não. Como uma espécie de arma sua contra a vida. Não a que escolheu, mas a que te escolheu.


Haverá em algum momento algum sentido? Algum sentido mágico sem fazer parte da confusão? Existirá em algum momento uma luta de espadas em campo aberto?


Não existe (não existirá) sentido no agora se a luta de espadas em algum momento não se travar. Não aquela que já aconteceu em outro tempo. Outra. Aquela do tipo que você não escolhe.


(inacredivelmente a dor parece uma boa opção nesse barco. que seja esta a imagem exatemente agora)

domingo, maio 04, 2008

(a) normalidade (?)


"Prazeres anormais matam o gosto pelos normais."
(Anaïs Nin - Henry e June)

segunda-feira, março 17, 2008

Sobre o presente, o passado e o futuro



E se este presente fosse a última noite do mundo?
(John Donne. Preces sob Ocasiões inesperadas)

___________



O tempo imaginário é indistinguível das direções no espaço. Se se pode ir para o norte,
pode-se virar e tomar o rumo sul; da mesma forma, se se pode ir para a frente no tempo
imaginário, deve-se poder virar e ir para trás. Isto significa que não pode haver diferença
importante entre as direções para a frente e para trás do tempo imaginário. Por outro lado,
quando se olha para o tempo "real", há uma diferença muito grande entre as direções para a
frente e para trás, como todos sabemos. De onde vem esta diferença entre o passado e o futuro?
Por que lembramos o passado e não o futuro?
(Stephen W. Hawking, Uma Breve História do Tempo)
....
Saudade de escrever. Mas estou muito caótica para isso agora. O presente sempre é uma maldita complexidade. Eu fico sufocada com tanta pensamento junto. Parece blog adolescente. Foda-se. Vou ver se continuo a história das gatas-humanas ainda esse ano.
.
(Acima, trechos achados por outros. Do livro do Giddens. To de novo travada nos agitos das teorias da modernidade. Aff!)

quarta-feira, janeiro 23, 2008

O por do sol do guaíba e as quase bundas da cá e do gui

Uma exceção à realidade do meu (ha ha ha) livro que vou continuar aqui, mesmo que com espaços pra poemas velhos e besteiras novas.

Vou tentar fazer com que todos escrevam aqui. São pessoas que estão se encontrando depois de 1 ano. Psicólogos, que engraçado^^

Bá: Nhaa, quero ir pra casa.
Cá:Vamos ver o pôr-do-sol.
Dani:Eu falei que não era uma quadra!
Gui: Por que atravessamos a rua?
Talita: Isso, façam isso pra eu não sentir saudade de vocês.
Rao: Um homem - eu ou a Ange?

(by gui - o único que escreveu, lol)

Bá: Nhá
Cá: Calma, todos terão a vez de dizer suas bobagens
Dani: Pela lógica, as galinhas não chegam até a rua
Gui: Você está supondo que as galinhas não dispõem de livre arbítrio
Talita: Deixa eu ver as narinas
Rao: Primeiro eu tirei uma foto da narina da Bá, depois eu tirei uma foto da narina da Talita



(by Cá - pela lógica, não é única)

segunda-feira, dezembro 24, 2007

Natal sem os gatos


Humpft.... natal sem vincent e camille. Espero que eles tenham comida molhadinha :)

domingo, novembro 25, 2007

Continuação


E elas foram para o norte. Encontrar aqueles que consideravam amigos. Mas elas eram gatos? Ou humanas? Na verdade as personagens dessa história são gatos que podem se transformar em humanos. Quando quiserem, não. Só às vezes. Na maioria da história são gatos. Humanas de vez em quando. Quando precisam. Não são poucas vezes. Essas que precisam. Agora encontraram novamente aquele humano que não se tramsforma em gato. É só humano. Mas tem poderes. E elas gostam (e têm medo, um pouco) desses poderes. Mas estão de posse da "maximator" no momento. Nada parece dar medo. Embora tenham. E muito.

sexta-feira, novembro 16, 2007

Sobre o morrer



- Vou contar uma coisa para você. Mesmo que você fique brava.

- Diz.

- Eu poderia morrer agora.

(e eu me senti feliz. e depois triste. e depois fiquei sem saber como me sentir...)





terça-feira, novembro 06, 2007

Aquelas duas - parte II




E as duas andaram, andaram, andaram. Até suas tripas diziam '- Pare. Nós não aguentamos mais. Se andarem mais um pouquinho nós mostraremos quem somos. Não temos medo de gatos.' Parecia não ter fim o caminho para casa. Mas era o efeito. Até que encontraram o jantar. O menino. O jantar. Que parecia também não ter fim. Era o efeito. Era o menino. Era o jantar.


(Créditos pela imagem: http://malach.deviantart.com/art/Prima-Nocte-press-photo-64170931)

sexta-feira, novembro 02, 2007

Devendo


Can you feel the wind blow, closer day by day

Blowing with a motion, for a brand new day

Demonchild, why have you been gone

Do you still miss, miss your family

Oh, I'll bet it hurts to loose so much

Can you feel the wind blow, closer day by day

Blowing with a motion, for a brand new day

Demonchild, what have you been throughI can still hear, hear you crying

So you better find a cure

Can you feel the wind blow, closer day by day

Blowing with a motion, for a brand new day


Little Demonchild
Beseech

.

.

(quando a gente tem um blog acha que se ficar muito tempo sem postar está devendo alguma coisa para ele. tipo os gatos quando ficam um tempo sem dar atenção para você. acontece com eles. acontece com você :)

(volto a escrever o livro qualquer dia desses. isso. aquele último post é o início de um livro que eu iniciei. sim. nem eu acredito. lol. esse post vai fazer parte dele quando eu tiver oitenta anos e publicá-lo. na foto, o vento: um gato.)

sexta-feira, outubro 12, 2007

Parte I - as duas humanas


- Bobalhão, disse o passarinho! - e as duas humanas avançam rindo muito a caminho de casa. Da casa de uma delas, pois a outra não morava na cidade onde elas faziam faculdade na época. Pareciam entorpecidas as duas, mas vá saber... Nunca se podia saber nada sobre aquelas duas.

terça-feira, outubro 02, 2007

What have I become?


Aquilo que outrora me incomodava tanto em mim agora parece que poderia ter sentido se voltasse a fazer parte do meu eu. Sempre achei que perdendo o que fosse ruim, me tornaria melhor. Não me tornei melhor. Não me tornei pior. Não me tornei.
(...)
"What have I become?My sweetest friendEveryone I knowGoes away in the end" (Hurt - como sempre)
...

sábado, setembro 29, 2007

Tudo o que eu quiser



" - Você realmente não entende, não é? - disse. - Eu não quero tudo o que eu quiser. Ninguém quer. Não realmente. Que graça teria ter tudo o que se deseja? Em um piscar de olhos e sem o menor sentido. E daí?"

.

Alguma coisa você aprende sempre. Nem que tenha que ouvir de uma criança corajosa com um amigo gato-falante-não-falante como a Coraline ;)

.

segunda-feira, setembro 24, 2007

O paradoxo da abelinha


Algumas coisas enchem o saco. Só. Outras são dolorosas e enchem o saco. Pessoas que gostamos às vezes enchem. Trabalho às vezes enche. A vida enche, da forma como se apresenta. Não-vidas enchem desesperadamente o saco da forma como não se apresentam também. Agora, você nunca vai saber o quanto enche o saco pegar um Itinga lotado e passar por isso toda a semana. Aliás, mesmo quando não precisar mais do Itinga lotado, ela tem certeza que continuará de saco cheio disso. A abelhinha não agüentava mais voar sobre esse mundo onde ela veio parar, dessa forma. Encheu o saco. Mas ela era muito meiga para picar aquilo que estava enchendo o saco dela. O lugar de onde ela veio não era onde ela queria ficar. Mas o preço que ela estava pagando pelo mel já estava enchendo o saco também. Agora, exatamente nesse momento, não era sua vida que incomodava, exatamente. Mas o lugar onde ela estava vivendo ela. E ela se perguntava a todo momento se estava vivendo, realmente. Com certeza, precisava consultar seus amigos gatos para saber.


.

.

.

domingo, julho 22, 2007

Qualquer coisa sobre o agora


Cansada dessa vida parecida
Todos os dias eu procurava sentido
em bares
na rua
tropeçava em paixões
sempre ilusões
Escorregando em sentimentos
Cansado de toda a mentira
Por acaso, agora,
derrotado
estou
contradizendo tudo
me sentindo completo
chorando
e não acreditando
que agora sou feliz.
...
[qualquer coisa que escrevi um dia, um pouco modificada pq eu estava muito afetada pela expressão 'garrafas & cigarros' na época em razão de querer ser natasha, aquela que usa salto 15 e saia de borracha, e tem 7 vidas, mas ninguém sabe de nada.]
.
.
.
.
.
.
.
Estou tão cansada agora.
Queria um livro de vampiros agora.
Queria assistir a algum filme que tivesse beleza agora.
Queria poder aprender com alguém qualquer coisa boa agora.
Queria uma festa maravilhosa agora.
Queria entrar em um hospício agora.
Queria fumar um agora.
Queria beijar alguém agora.
Queria não precisar usar corretivo agora.
Agora queria dormir.
...
[só perda de tempo. nada com valor literário. mas um dia o papel vai fora é é bom ter as besteiras ridículas guardadas.]

segunda-feira, julho 16, 2007

No meio dos meus lixos.


Era uma vez uma pessoa feliz que adorava ouvir música e detestava a própria voz.
Era uma vez uma garota que não sabia que era feliz e estava sempre triste.
Era uma vez uma menina triste que achava que não era triste e parecia sempre feliz.

Era uma vez uma mulher que só às vezes se comportava como uma mulher e não como uma garotinha
idiota
querendo proteção.

Era uma vez um animalzinho medroso e fugitivo que sempre enfrentava a escuridão e o perigo coom se pudesse vencer tudo. E nada fosse machucá-lo.

(Era uma vez uma vida confusa.)

__________
.
.
.

(um 'achado' no meio das velharias. escrito em agenda velha. valoroso ;P)

terça-feira, julho 10, 2007

Hum...


Hum...
Um café
Um cigarro
Um trago.
Não. Tudo isso não é vício.
(mas isso só foi o início)
.
Uma tempestade. Uma morte de frio. Tudo muito gelado, que chega a doer.
.
Tem lá e não tem aqui. Mas tem muita coisa que tem aqui e não tem lá. Também.
.
Vou sentir saudades, bebê =)